Uma marca pequena não precisa começar sua estratégia com um creator famoso. Precisa encontrar alguém capaz de mostrar seu produto a um público que já procura ideias, compara opções e considera uma compra. Esse creator pode ser uma pessoa real. Também pode ser um personagem virtual, desde que o público saiba quem está falando e qual é a relação comercial por trás do conteúdo.
Em setembro de 2026, Pinterest e Shopee anunciaram uma parceria para Brasil e Indonésia. Creators elegíveis ao programa de afiliados da Shopee poderão conectar suas contas ao Pinterest, recomendar produtos em Pins e vídeos e receber comissão por compras qualificadas, conforme as regras do programa. O anúncio não confirma se personagens virtuais podem participar.
Para uma pequena marca, a pergunta útil vai além de “como conseguir um link de afiliado?”. É esta: quem consegue apresentar meu produto de um jeito que ajude a pessoa a decidir?
O que muda com a parceria Pinterest–Shopee
O Pinterest é usado para explorar ideias visuais: um ambiente, um look, um presente ou uma solução para a rotina. A parceria aproxima essa descoberta de produtos vendidos na Shopee. Segundo o anúncio, creators elegíveis poderão selecionar produtos, marcar mais de um item em um Pin ou vídeo e aplicar links de afiliado a itens qualificados.
Isso interessa especialmente a negócios com produtos que podem ser demonstrados visualmente, como decoração, moda, beleza e acessórios. A integração, porém, não substitui uma estratégia de conteúdo. Uma foto com link mostra o produto; um conteúdo útil mostra em que situação ele faz sentido.
Imagine uma pequena marca de objetos para casa. Em vez de publicar somente a imagem de um vaso, ela pode mostrar três composições para uma mesa de trabalho compacta. O produto passa a fazer parte de uma ideia que a pessoa consegue adaptar à própria casa.
Creator real e creator virtual: qual é o papel de cada um?
Um creator real pode demonstrar textura, tamanho, uso e experiência pessoal. Sua força está na perspectiva própria e na relação que construiu com a audiência. Se afirmar que testou um produto, essa experiência precisa ter acontecido.
Um creator virtual é um personagem criado e conduzido por uma equipe. Pode dar continuidade a uma linguagem visual, apresentar conceitos e participar de narrativas de marca. Sua força depende de direção criativa consistente e de transparência. Ele não deve alegar uma experiência física que não teve.
A escolha depende do que o comprador precisa saber. Para responder “como fica no corpo?” ou “como funciona no uso diário?”, uma demonstração real pode ser decisiva. Para explicar uma coleção, organizar inspirações ou conduzir uma série de conteúdo, um personagem virtual pode acrescentar outra forma de apresentação. As duas abordagens também podem trabalhar juntas, com papéis identificáveis.
| Decisão da marca | Creator real | Creator virtual |
|---|---|---|
| Demonstrar uso e experiência própria | Pode relatar o que efetivamente fez e observou. | Precisa usar uma apresentação editorial, sem simular teste pessoal. |
| Criar uma série visual recorrente | Depende de agenda, acordo e produção. | Permite planejar uma identidade narrativa contínua. |
| Construir confiança | Exige vínculo verdadeiro e declaração da publicidade. | Exige também deixar clara a natureza virtual do personagem. |
| Participar da integração Pinterest–Shopee | Depende da elegibilidade da conta e das regras do programa. | A elegibilidade de personagens virtuais não foi confirmada no anúncio. |
Onde a Lya Schmidt entra nessa estratégia
A Lya Schmidt é uma creator 100% virtual e um projeto da NOD. Sua proposta combina conteúdo de lifestyle e rotina com temas ligados ao universo profissional da marca.
Esse posicionamento permite pensar em conteúdos nos quais Lya apresente uma ideia visual, organize uma seleção ou conduza uma narrativa de campanha. Por exemplo, em uma parceria com uma marca de acessórios de escritório, ela poderia apresentar uma composição para preparar o espaço antes de uma reunião. A peça precisaria informar que Lya é virtual e identificar com clareza qualquer publicidade ou vínculo com a marca.
Há um limite que protege a credibilidade do projeto: Lya não deve dizer que comprou, vestiu, experimentou ou recomendou por experiência própria um produto físico se isso não ocorreu. Se a campanha exigir prova de uso, um creator real pode fazer a demonstração, enquanto Lya apresenta o conceito e conecta as peças da série.
Essa é uma possibilidade editorial para a NOD desenvolver e testar. Não é um anúncio de parceria da Lya com Pinterest ou Shopee, nem uma afirmação de que sua conta está apta à nova integração.
Como começar uma parceria sem confundir alcance com resultado
Antes de escolher um creator, uma pequena marca pode responder a cinco perguntas:
- Qual produto merece a campanha? Escolha um item com apresentação clara, disponibilidade e informações comerciais corretas.
- Qual dúvida o conteúdo deve resolver? Tamanho, combinação, ocasião de uso e diferença entre opções são pontos de partida melhores que uma chamada genérica para comprar.
- Quem consegue responder com credibilidade? Um creator real, um virtual ou uma combinação dos dois?
- Qual vínculo precisa ser declarado? Pagamento, envio de produto, comissão de afiliado ou outra relação relevante devem ser identificados de forma compreensível.
- O que será medido? Avalie visualizações qualificadas, salvamentos, cliques, contatos e vendas atribuíveis quando os dados estiverem disponíveis. Nenhuma métrica isolada conta toda a história.
O Pinterest oferece um recurso de identificação de parceria paga para relações comerciais entre creators e marcas. Antes de lançar uma campanha, a marca também deve conferir as regras específicas do formato utilizado e do programa de afiliados.
Transparência faz parte da criação
Há duas informações diferentes a comunicar quando uma campanha usa Lya: ela é uma personagem virtual e o conteúdo pode ser publicitário. Uma indicação não substitui a outra.
O Pinterest explica como identifica determinados conteúdos gerados ou modificados com IA. Isso não dispensa a marca de explicar ao público a natureza da personagem e o vínculo comercial de cada campanha.
Para a marca, a regra prática é simples: deixe a identificação visível perto da mensagem comercial, use os recursos de parceria disponíveis na plataforma e revise cada publicação antes de veicular. A orientação pública brasileira sobre identificação de publicidade digital também destaca a importância de tornar a relação comercial clara para a audiência.
A decisão para uma pequena marca
A novidade Pinterest–Shopee cria outra possibilidade de aproximar inspiração e compra para creators elegíveis. O trabalho da marca continua sendo escolher o produto certo, criar conteúdo que responda a uma dúvida real e acompanhar o que acontece depois do interesse inicial.
Creators reais podem trazer demonstração e experiência própria. Creators virtuais, como a Lya Schmidt, podem construir narrativas visuais consistentes. Quando cada um tem um papel honesto, a parceria fica mais útil para o público e mais fácil de avaliar pela empresa.
Como a NOD pode ajudar
O NOD Autoridade atende empresas que precisam desenvolver conteúdo estratégico, elevar sua percepção de marca e estruturar uma presença mais consistente. A escolha dos formatos e de possíveis parcerias com creators deve partir dos objetivos e da capacidade de execução de cada negócio.
Entre em contato com a NOD e solicite um diagnóstico para identificar se uma estratégia com creators faz sentido para sua marca e qual papel cada formato pode cumprir.
Fontes: Pinterest Newsroom; Ajuda do Pinterest — parcerias pagas; Ajuda do Pinterest — IA generativa; orientação sobre identificação publicitária. Consultadas em 24/09/2026.

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